Antes de aceitar o outro, se aceite

O mundo precisa daqueles que se aceitam sem medo. Que se desconstroem e se preenchem de novos pedaços e opiniões, que dançam pelos diferentes tons de vida, de pele, de modelo e de sabor. Não dá pra brigar pela paz se ela não vem acompanhada de nós, da essência da empatia e da vontade de criar um lugar sem crendices arcaicas, carregadas de certezas que nem são tão reais assim.

Antes de tudo, se aceite, se ame e se preencha da certeza de que com poucas cores não se constrói um arco-íris. O mundo seria chato sem você, sem a sua risada escandalosa ou o seu jeito de se esconder, sem a sua vontade de concertar quadros tortos ou sem seus cachos tão revoltos. Imagine viver em caminhos que só se dão em linhas retas, saturadas de uma energia tradicional? O mais gostoso é andar desgovernado e quebrar aqueles paradigmas que só crescem se você deixar.

Aproveita essa tua existência tão própria e aprende que além de você existem muitos outros. Existem aqueles que não suportam o frio e aqueles que comemoram a chegada do horário de verão. Também tem quem goste de disseminar amor e quem prefira entregar seu coração a um único ser. Existem as que gostam de barbas e também os que gostam de barbas, mulheres que gostam de loiras e homens que gostam de morenos altos. E é aí que se encontra a beleza, no meio desse mar de gente, no meio de tanto perfume singular.

Só quando você se sentir pertencente, sentir que a tua loucura alinha o equilíbrio do Universo que você vai entender a necessidade do irregular, do contrário e do incomum. O mundo é nosso e o direito de ser quem você é nasceu junto com você no momento em que você chegou aqui. Essa é a nossa casa, e pra ajudar a cuidar dela e de quem vive nela o importante é se aceitar, aceitar o outro e entender que o planeta é feito de gente. E não é que essa gente se parece muito com você?

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E entre sons e cores me transbordo em existir. Me apaixono pelo que sinto, sem medo me entrego a vida. Falo muito, rio alto, quero sempre mais música, mais magia, mais seriados. Me distribuo entre o amor pela fotografia e pelos meus livros. Uma Jornalista em constante mutação, sem medo do mundo e com sede de aprendizado.