O que eu aprendi com meus 24 anos

Nesse pequeno período que vivi e compartilhei de meu precioso tempo e espaço com você. Aprendi que o mundo não gira em volta do meu eixo, longe disso, o mundo faz questão de me deixar fora das rotações. O que é uma pena, eu como leonino tendo que conviver com isso.

Falando nisso, virei o louco dos signos sem nem acreditar. Culpa dos meus amigos que usam isso para explicar tudo. Ser cético para aquilo que não há provas geralmente me deixa em uma sinuca de bico. Não ver sentido na vida as vezes me deixa perdido. Por isso hoje entendo os que acreditam em algo e fazem disso razões de suas vidas. É realmente difícil viver sem uma, desculpa pelas palavras, muleta emocional.

Muletas emocionais

Podemos ter diversas muletas emocionais durante a vida. Pode ser um amigo, os pais, um namorado, um cachorro ou um deus, tanto faz. Precisamos de algo para nos manter otimistas e seguir adiante, pois nada mais desanimador que os fracassos, derrotas e principalmente, o medo de arriscar. Difícil mesmo é colocar toda a sua fé em você, ainda mais quando as outras pessoas não fazem o mesmo.

Acreditar em si mesmo

Acreditar em mim. Sério? Nunca! Não existe ninguém que me conhece tão bem quanto eu. Por isso, o medo. Sou capaz? Sim, sou! Mas e dai? Quantas pessoas capazes morreram no meio do nada, quantas pessoas capazes faliram suas empresas, destruíram suas famílias em torno de um sonho? Por isso é mais fácil ficar estagnado e viver a vida que todos vivem. Viver na mediocridade nos torna seres humanos como os outros. Arriscar, nos transforma em loucos.

O medomedo

O medo, bom, o medo é o maior causador de mortes. Mata sonhos, vidas e subsequentemente, pessoas. Quando dei de frente com esse serzinho implacável não sabia como reagir. Ele surgiu ali no final do ensino médio. Me encheu de dúvidas. Dúvidas que até hoje não superei.

Tentei uma faculdade, em vão. Tentei um trabalho diferente, em vão. Tentei, tentei, tentei. Até que desisti de tudo. Parece que a vida já havia programado o que eu devia ser. Logo eu, que não acredito em destino, fadado a essa mediocridade chamada medo.

Como superar um inimigo invisível?

Não sei, mas vou tentar te ajudar. Superei meu medo assim que tive que recomeçar do zero. Essas desgraças de tamanhos épicos que acontecem com a gente e só nós sabemos o quão difícil é sair do fundo do poço. Até porque os outros não sentem, não presenciam e não são você!

Falando em recomeçar do zero, recomecei algumas vezes. “Não foi uma, não foi duas, não foi três…pai.”. Quando você percebe que o fundo do poço nem é tão fundo assim, começa a mergulhar sem medo. Se tiver que recomeçar, recomeça e vida que segue.Eu falhei

Talvez seja isso. Entender que o fundo do poço não é o fim e o mais interessante, você só tem um caminho e é para cima!

Depois de quase me afogar inúmeras vezes nesse poço, pensei no que eu estava fazendo e nos meus objetivos. Eles eram realmente importantes? Não! Sabe o que é importante? Viver uma vida que não é a que os outros escolheram para você.

Você já sentiu como se sua vida estivesse escapando pelas pontas de seus dedos? Primeiro nos deixamos levar por desejos implantados em nossas cabeças. Quer um exemplo? Dinheiro. Não há nada mais surreal que dinheiro e ao mesmo tempo ele é o objetivo de vida de muitos.

Dinheiro te traz a falsa sensação de felicidade. Por falar nela, você a conhece? Sabe o ditado, dinheiro não traz felicidade? Claro que sabe, já deve ter ouvido isso dezenas de vezes. Eu vejo dois sentidos nesse ditado, um que é manter as pessoas no desinteresse de serem melhores e o outro que é o real sentido de que realmente dinheiro não traz felicidade.

Ahh, então você não quer dinheiro!? Claro que eu quero! Não sou burro. Dinheiro move o mundo, mas creio eu que não preciso de quantias exorbitantes para me deixar feliz. Ter o necessário para estar livre dos problemas de contas e afim, já me deixaria satisfeito. Além do mais, do que valeria o dinheiro se você não tiver o resto? Pense…

O que me motiva?

O que me motiva não é o dinheiro, até porque ele é subsequente. O que me motiva é o desejo de realizar algo diferente, de ser alguém diferente, de fazer algo realmente meu, de transformar a humanidade, ou pelo menos os que estão ao meu redor.

Estamos e não estamos fazendo parte da história. Para falar a verdade, isso sempre me preocupou. O que estou fazendo com o meu tempo aqui na Terra? Estou aproveitando? Ou melhor, estou fazendo algo útil para a humanidade?

Reflexão

Alguns anos atrás, coloquei em minha cabeça que seria alguém diferente. Diferente do que eu era. Sempre fui dessas pessoas insuportáveis. Acho que por conseguir aprender de forma rápida, me achava o máximo. Não vou aqui listar meus defeitos, porque são milhares. Alguns eu consegui supera-los, outros ainda convivo.

Acho que o importante é essa auto avaliação. Reconhecer os erros é o primeiro passo, mas claro, de nada adianta reconhecer as falhas e não querer saná-las. Aos poucos, fui descobrindo que amar é melhor que odiar. Querer o bem, é melhor que desejar o mal e ser alguém legal, traz mais benefícios que ser indiferente.

Mudança

A verdade é que temos que ser uma constante metamorfose. Não nascemos com todo o conhecimento do mundo e nem vamos morrer com tal. O que fazemos, de algum modo fica para a eternidade, então que sejamos lembrados pelas pessoas gentis e que procuravam fazer sempre o bem.

Sem dúvidas, não dá para ser aquele mocinho de novela das nove, um Mahatma Gandhi, um Buda, um Jesus Cristo da vida. Somos humanos e o que mais representa a humanidade são as falhas. Falhas conosco, com o que nos rodeia, com o nosso planeta e com nossas futuras gerações.

FuturoCuidando das próximas gerações

Como é engraçado essa coisa de futuro, lembro-me de me imaginar adulto e realmente não cheguei nem perto de acertar. Mas por outro lado, fico extremamente feliz de ser muito melhor do que imaginava em alguns aspectos. Apesar de não ser um brilhante médico, advogado, astronauta ou um camisa dez…

Aquela pergunta clássica: o seu eu criança se orgulharia do seu eu adulto? O meu não! Meu eu criança era um puta de um sonhador. Daqueles que acham que vão mudar o mundo. Que vão se tornar presidente de uma nação e acabar com a fome, com a miséria, com a tristeza do planeta.

O meu eu de hoje, quer apenas sobreviver…

Se ele se orgulharia do ser que me tornei em relação a enxergar o próximo? Sim, mas o meu eu covarde de hoje não seria aprovado pelo meu eu criança de forma alguma. Porque nada adianta enxergar o ser humano e não fazer nada por ele.

Fazer acontecer

Li algo bem duro que dizia sobre o que você produz. Você produz, ou apenas consome o que as outras pessoas produziram? Foi aonde coloquei na minha cabeça que escrever seria o que eu faria para a humanidade.

O que você faz não precisa ser algo gigantesco. Mas se de alguma forma por menor que seja, faz o bem, ajuda alguém ou o ambiente, isso basta. Pois é o que estás fazendo para a humanidade e de alguma forma mudando o mundo ao seu redor.

Meu conselho é que entenda isso e não deixe, jamais, de forma alguma, alguém te diminuir pelo que você faz, pelo que você é. Todos nós temos papéis importantes a desempenhar. Entender que precisamos um do outro, faz de nós seres mais fortes. Mais próximos do ideal de seres humanos.

Apesar de não ver razão na vida e não ser aquilo que imaginei que seria, ao mesmo tempo sinto que estou no caminho certo para me tornar aquilo que sempre sonhei. Um médico, um advogado, um jogador de futebol, um astronauta?

Bom, posso ser tudo isso quando estou escrevendo, mas o que me motiva a seguir é fazer algo pela humanidade. De que forma? Ainda não descobri, mas quando souber a resposta, te falo! Isso é o que me motiva a continuar. Melhorar sempre! Ser o orgulho de mim mesmo.

Por falar em mim…

Hoje é o meu aniversário. São 8760 dias de vida, 24 anos. Se você chegou até aqui, me deseje parabéns vai! Serei muito grato…

Joelson Madeira - escritor - Entre Cabelos e BarbaAlguns vão dizer que sou novo, e com razão. Não há porque reclamar da exaustão dos anos. São 24 anos de aprendizagem, de mancadas, de erros, de acertos, de sorrisos, de lágrimas… São 24 anos colecionando histórias, personagens, protagonistas, coadjuvantes… Quase como um filme. Com começo, meio e fim. Assim a vida vai se desenhando. A diferença da minha vida para um roteiro de filme é que não sei quando e nem como será o final.

Na verdade, nem penso nisso. Prefiro aproveitar os dias achando que foi mais um, do que menos um. E sim, são ambos. Tanto menos, como mais. Mas para que nos martirizarmos com algo que não controlamos? Logo, é mais um dia em minha vida…

O que eu aprendi com meus 24 anos?

Rodando pela infância, adolescência e hoje esse começo da fase adulta, percebo o quanto me adaptei em relação a tudo. Como mudam os pensamentos, gostos, desejos, sonhos… Por isso falei sobre sermos uma metamorfose e acho que nada pode nos definir melhor do que isso.

Entendo hoje as pessoas que magoei, e as que não compreendi. Entendo que somos mutáveis e que isso nos deixa vulneráveis. Hoje o que sou e o que defendo, pode não ser o mesmo que serei e defenderei daqui uns anos, meses, dias…

O importante é que ao invés de estar aqui reclamando para você de minha vida, dos inúmeros recomeços e de meus problemas com o medo, estou tentando passar algo positivo. Que a vida é difícil sim, e vocês sabe bem do que estou falando. Mas o recomeço pode ser apenas o caminho certo para o seu sucesso.

O meu sonho?

Bom, o meu sonho se chama Entre Cabelos e Barba…

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