Carta para uma amiga desconsolada

Miga, um conselho, não adianta. Quando um não quer dois não vingam. A culpa nem deve ser sua, pode ser só do acaso, que fez o papel sem graça de te trazer logo o que não ia dar certo pra você. Mas pensa bem, se não foi não é pra ser e pronto.

Tem tanta gente linda por aí que nem você. Vai sair, vai beijar, vai explorar! Você já me falou que tá atrás de um crush, mas no meio de todo esse drama o que mais me preocupa é esse teu desespero. Vem cá, qual é o problema?

É tão gostoso acordar sem rumo, pensar no que você quer fazer do seu dia. Tomar o teu café em meio a pensamentos triviais. Ouvir uma música no fone de ouvido e cantar o mais alto que puder, sem medo, sem restrições.

Ver sua série preferida, chorando como se não houvesse amanhã. Ler um livro na companhia de um chocolate quente cheio de sabor. Tudo parte do teu universo, tudo seu. São inúmeras as sensações deliciosas para se experimentar sozinha. E é por isso que eu não entendo a tua necessidade de “arranjar” alguém.

Amiga desconsolada, amor só vem quando você permitir

Quem vai te fazer suspirar não vai aparecer enquanto você caçar. É verdade quando as pessoas comparam o amor às borboletas, que só pousam no seu ombro se você se permitir e não forçar. E o essencial é o seguinte, se você não gosta da própria companhia a ponto de precisar ter alguém do lado sempre, quem vai gostar?

O amor tem que vir de dentro pra fora, e para que ele saia você precisa estar preenchida a ponto de transbordar. De que adianta investir o seu tempo, sua beleza de diva maravilhosa e seus pensamentos em alguém que não enxerga a sua essência? Você acaba se jogando na necessidade de uma companhia que não te traz uma reciprocidade de sentimentos.

Então vê se sossega, aproveita esse tempo para se conhecer melhor e deixa que a vida uma hora vai te trazer a sua tampa. O que mais importa é ser feliz consigo mesma, e isso meu bem, ninguém vai poder fazer por você.

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E entre sons e cores me transbordo em existir. Me apaixono pelo que sinto, sem medo me entrego a vida. Falo muito, rio alto, quero sempre mais música, mais magia, mais seriados. Me distribuo entre o amor pela fotografia e pelos meus livros. Uma Jornalista em constante mutação, sem medo do mundo e com sede de aprendizado.