Daquilo tudo que podemos fazer… ou não

Daquilo tudo que podemos fazer… ou não

As lágrimas não movem o mundo, porém, as pessoas que as possuem o fazem girar constantemente. Esse é um problema para quem as evita, as lágrimas. E por isso também fazemos mal aos outros e a nós mesmos sem que nem percebamos.

Cada um carrega consigo um fardo que não pode ser dividido em muitos momentos. Em alguns momentos nos desfazemos deste fardo, algumas vezes o jogamos longe, mesmo sendo apenas nosso.

Quando se faz uma escolha é um fardo que escolhemos. Carregá-lo pode nos tornar pessoas mais fortes ou nos cansar, nos desanimar… Nosso fardo a nós pertence exclusivamente.

Uma doença, uma bala ou até mesmo uma palavra pode nos matar. Uma escolha pode nos levar a destinos não imaginados anteriormente. Mas como saber se nos levará ao lugar certo? Não dá. Só podemos escolher…

Veja também: Doce ilusão

Decepções

Recentemente li algo que dizia mais ou menos assim: “De tantas decepções acumuladas acabamos por desacreditar nas pessoas e nos tornamos pessoas mais amargas”. Essa é uma escolha, deixar de acreditar, deixar de tentar.

Querer sempre impor aquilo e somente aquilo que acreditamos ser certo ou que aceitamos como certo. Sempre nossa vontade, sempre nossa opinião, sempre o nosso ponto de vista. Então deixamos de crescer em conjunto e sozinhos crescemos, longe e distantes uns dos outros.

Julgamos aos outros por nossos problemas. Jogamos nossos problemas aos outros. Lembro-me da correção de um professor na faculdade que nos dizia que o inferno não são os outros e sim nós mesmos.

Cultuamos o mal dentro de nós querendo fazer o bem e nem percebemos. Somos mesquinhos e podemos ser fantásticos. Talvez seja esse clima de final de ano e todas as coisas que se descarregam sobre mim que me deixam assim, melodramático. Quem sabe…

Como o externo me afeta ou não

Há poucos dias soube do falecimento de uma ex-aluna. Em épocas de redes sociais virtuais é inadmissível que tal notícia tenha me chegado com quase duas semanas de atraso. Questiono-me o porquê de uma rede social invadir nossas vidas se não nos serve para nos informar sobre o que é útil.

Como algo tão importante pode passar despercebido? Da mesma forma como estamos em sala de aula, como estamos no trabalho, como estamos ao lado dos amigos e, ao mesmo tempo, longe de cada um que nos rodeia?!

Devemos pensar em nós primeiramente, na individualidade de cada uma e de cada um. Se não nos preocuparmos com cada coisa que nos rodeia e nos preenche enquanto existência, como conseguiremos pensar nos outros e no que vivem? Não seria mais fácil transformar nossos fardos em “alegres pesos”? Ou quem sabe procurar as soluções em vez de encontrar somente os problemas?

Bem, foi justamente o acúmulo de problemas que me levou a escrever todas estas palavras. Cabe a mim tentar refletir e agir sobre o que escrevi, a princípio. Se não puder me ajudar, como poderei ajudar aos que pedem ajuda?

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