Elas já foram humilhadas, hoje reinam soberanas

Tuas asas foram cortadas assim que nascestes. Aprisionada fostes. Jogada em meio aos medíocres. Disseram-te que eras a escória do mundo. Que tudo que fazias estava errado. Que tua existência era um pecado. Não merecias os mesmos direitos. Tinha que pagar um preço, sofrer por séculos. Ser humilhada… Viver as escondidas, sofrer maus tratos; calada.

Teu corpo era o caminho para o inferno. O pecado vinha de tua alma, transcorria pelo teu sangue e transcendia pela tua pele. Os mortais que te abusavam, eram escravos de teus pecados. Pois tu eras a maldição!

Séculos de angustias, maus tratos e sofrimentos. “Liberte-se!” – era o que clamava teu corpo – “Fuja!”  – era o que pedia tua alma.

Mesmo com todo o trabalho feito para que tu te julgastes inferior, para que tu te sentisse um erro. As amarras e as vendas não te seguraram por muito tempo. Um dia o brilho que era ofuscado pela burrice humana, ofuscou a todos. E como um grito enfurecido fostes a farra. Sem derramar uma gota de sangue se quer, mostras-te do que era capaz.

Liberdade dentro de uma prisão, mas não é isso que tu queres. Teu corpo clama pela vontade de ser o que bem quiser, fazer o que bem entender. Ser e ter os mesmos direitos. Viver em igualdade. Pois malditos são os que te julgam, os que querem te aprisionar.
Viva a liberdade de viver a vida que tu quiseres. Pois tu tens o destino da humanidade em tuas mãos, em teu ventre…

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário