Eu sabia que ia ter que te esquecer

Se eu pudesse voltar naquele dia que te conheci, teria saído correndo daquele bar, correndo de verdade. Teria te deixado falando sozinho. Você me acharia uma louca, mas isso você já acha, mesmo sem eu ter feito nada disso.

Eu vou esquecer você, mas enquanto isso não acontece, espero que você procure a minha loucura em todas as outras mulheres. Espero que você sinta falta de mim em cada garota que conhecer.

Que você sinta falta da minha risada, do meu cabelo e do jeito que eu fazia um coque após o sexo, do meu perfume doce e do meu bom humor – mesmo quando estava morrendo de ciúmes.

Que você sinta falta da minha mão acariciando os seus cabelos enquanto você dirigia. Da minha implicância e da forma que eu amava rir da tua cara, por qualquer coisa.

Espero que a próxima mulher que você tentar se relacionar fique muda e emburrada na primeira crise de ciúmes. E que você morra de saudade da minha voz invadindo o carro e dos meus tapas invadindo os seus braços.

Mas isso só no começo. Só enquanto eu não consigo te esquecer. Desejo que você perceba que a minha loucura caberia muito bem em você. Pois o que eu queria, era que você entendesse que não é sempre que o amor bate na porta. E valorizasse o possível amor que bateu na nossa porta.

O problema é que talvez o amor tenha batido só na minha porta. Por isso, eu desejo que você seja muito feliz. Só que bem longe de mim.

Eu sabia que eu ia ter que te esquecer desde o primeiro dia que te vi. Quando a gente se esbarrou naquele bar. Onde você sorriu e super bêbado me abraçou, eu já sabia! Você não seria uma daquelas pessoas fáceis de esquecer.

E quando você deu uma risada alta do meu lado

Eu nunca te falei, mas a sua risada é maravilhosa. Quando você deu aquela risada linda, tive certeza de que lá estaria eu, uns meses depois, perguntando para o meu psicólogo, se ele tinha certeza que não dava mesmo pra apagar alguém da memória. Como no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, em que as personagens principais apagam um o outro da memória. Bem, eu não estava errada, infelizmente, tô tendo que te esquecer.

Você tinha mil jeitos de me ganhar, e preferiu me perder. Eu nunca fui fácil de ser levada para casa, mas com você eu iria a qualquer lugar. Ninguém sabe explicar o porquê, mas algumas pessoas nos ganham mais fácil do que outras.

Você me tinha mais fácil do que muitas pessoas – talvez do que todas. Você me tinha fácil demais, e não parecia capaz de cuidar do que possuía. Então, eu me vi obrigada a te esquecer.

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Adoraria te dizer que está sendo fácil. Porém não, não está sendo fácil, nem um pouco fácil. Só de lembrar da sua existência, o meu estômago passa a pesar uma tonelada.

Só de esbarrar com algum cara parecido com você, os meus pulmões se esquecem como funcionam e quase me matam de falta de ar. Tem sido difícil. Eu tenho evitado os lugares onde sei que posso te encontrar, e a cidade é pequena, tô sem opção de bar.

Final de semana passado

Saí com um amigo, fui a uma festa junina, fui tranquila já que sabia que era o último lugar do planeta que eu poderia te encontrar.  Mas no meio da festa, meu amigo mudou de ideia e resolveu que queria ir para um bar. Eu não tinha muita opção, teria de ir.

Nunca na minha vida, entrei em um bar tão aflita. Lembrei da última vez que tivemos lá, paralisei na porta, e te procurei em cada mesa. Passei alguns segundos em choque, até que voltei em mim com meu amigo dizendo “Ei, vamos sentar ali”.

Por sorte, você não estava lá. E tem sido assim: estômago pesado, pulmão quase parando, aflição e alívio quando percebo que não é você o cara da mesa ao lado, fazendo carinho no cabelo de uma mulher.

Não tenho outra escolha a não ser esquecer você,

Não tenho outra escolha a não ser esquecer o cara que nunca está disponível, que se diz interessado, mas não demonstra interesse nenhum.

Vou esquecer o cara que pede o meu cafuné, mas vai lá receber o de outra mulher. Aquele que se diz com saudade de mim e da minha risada, só que nunca vem me ver ou me fazer rir.

Não teve outro jeito, eu que não ia ficar te esperando. A vida não é tão longa, meu bem, pra a gente perder tempo com amores não recíprocos.

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Apaixonada por astrologia. Áries com ascendente em Áries, regida por Marte. Nascida numa terça-feira, que também são regidas por ele, o Deus da guerra. Filha do planeta vermelho e amante de Netuno. Moça laranja que ama azul. Uma louca que entende que a loucura é também uma forma doce de viver. Impulsiva, bagunçada, perdida; totalmente na contramão. Fora do eixo. Escrevo para me ver de frente.