Eu sou o amor que tenho procurado

Me apaixonei perdidamente, tô de quatro, caidinha, doida de pedra… Mas, dessa vez (rufem os tambores), a paixão foi por mim. Não, eu não sou uma louca, mimada, pé no saco, egocêntrica e narcisista. Mas fazia bastante tempo, sabe, que eu vinha precisando me amar de verdade-verdadeira.

Dizem que amor a gente aprende né!?

Aprendi! Me amo, como nunca amei antes! Estou completamente feliz comigo e não me largo por nada, nem pelo Jhonny Depp de cueca preta e camiseta branca.

Quando lembro da infinidade de vezes que me troquei e que abri mão do meu eu pra preencher de outra pessoa. Ou então das vezes que me fantasiei de alguém completamente diferente só para agradar… Bem, eu tenho vontade de me chutar na canela, um chute com o bico da bota que me faça revirar de dor e perder o ar.

Foi estupidez acreditar que poderia, por um momento que fosse, andar por aí sem ser eu mesma, com todas as minhas esquisitices e manias. Então me aceitei. Claro, isso não significa que não precise melhorar, lapidar e parar de falar alto dentro do ônibus. Mas, aceitei que, de alguma forma, vale a pena lutar por mim e pelo meu amor próprio.

To fazendo isso.

Outro dia até me levei pra jantar, tomamos uma taça de vinho francês, eu-comigo, não faço ideia da safra, mas desceu muitíssimo bem. Muita gente olhou torto, alguns caras inclusive tentaram puxar assunto, mas perceberam logo que eu estava me curtindo e vazaram.

Outras mulheres me julgaram solitária, devem ter pensado “pobre garota abandonada”, mal sabem elas que eu estava adorando o silêncio da minha mesa coberta com toalha xadrez. Foi tão bom passar um tempo assim, com minha pessoa interior! E cara, não é que eu sou bem legal!?

Parece meio psicótico, eu sei, mas acho que no fim das contas a gente só fica preparado para uma relação com qualquer outro alguém, caso consiga ser feliz sozinho, sem se escorar no sorriso alheio, sem depender de elogios externos e de olhares de aprovação.

Eu preciso me amar loucamente

Independente das minhas celulites na parte de trás da coxa, do meu medo de mergulhar sem tampar o nariz, do meu gosto por literatura melosa (ainda que muitos achem de quinta), minha MPB no último volume, meu sofá rasgado, meu relógio biológico trocado e minha mania de dançar com os braços pra cima.

É isso e pronto. Vou respeitar meus limites, me mimar um pouco, me levar pra dançar até de manhã, comer mais aquela porção de batatinhas e chorar com aquele livro novo do Nicholas Sparks. It’s my life! It’s me! E está ok, obrigada! Então, apenas não perturbe se vir minha porta fechada para você, é que estou ocupada me amando!

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