Fim da amizade: o pior dos términos

Fim da amizade: o pior dos términos

Já deixei “de ser amiga” de pessoas que eu era muito próxima. E sabe por que? Ou por orgulho, ou por preguiça de tentar resolver uma situação chata e que me fez sofrer. E tive a sensação de ter terminado um namoro. De certa forma, amizade é um tipo de relacionamento com laços muito fortes e romper isso dói muito.

E não, não estou falando de quando a amizade faz mal e deixar pra trás é realmente a coisa certa a fazer. Falo nesse texto de quando a gente se confunde. Quando a gente quer “voltar com o amigo” e não consegue admitir que errou e que quer muito aquilo de volta. Resumindo: quando o erro partiu de nós. Então, recomendo que continue lendo esse texto, é possível que leve você a uma profunda reflexão.

Comecei a ideia desse texto lembrando de uma conversa difícil com uma amiga – daquelas amigas irmãs sabe?

Na conversa ficou tudo bem, a gente chorou, se entendeu, resolveu, mas eu senti que um abismo estava me separando dela. E que por mais que eu não quisesse aquilo fiquei extremamente magoada.

Claro que como uma pessoa “muita adulta” deixei de seguir ela nas redes sociais, pra não lembrar que estava triste com o que aconteceu e que eu queria seguir em frente sem aquele sofrimento.

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Só que gente, eu tava sofrendo. Chorei no carro, no ônibus, chorei contando para outra amiga e no fim me fiz de forte: EXCLUI DO FACEBOOK! Que adulta! Mas a verdade é que eu sofri com aquele rompimento que foi, no primeiro momento, inevitável pra mim.

Mas não para por aí não. Uma outra vez terminei uma amizade porque como uma boa amiga você conhece o lado ruim da pessoa também né? Então duas pessoas magoadas uma com a outra (uma leonina orgulhosa e uma escorpiana com a maldade entranhada) resolvem se brigar e despejar tudo de ruim que o outro é como justificativa.

Eu juro. Chamei de chata pra cima e apontei defeito por defeito.

Que feio né? Eu sei.

Vi nossa amizade se desfazer e vejo que estamos juntando os caquinhos até hoje. Fico feliz por estarmos tentando dos dois lados, mas não demonstro muito por vergonha. Tenho uma vergonha do caramba das coisas que eu disse, e da mesma forma pelas coisas que ouvi dela, porque simplesmente foram verdades daquelas que cortam a gente “no meio” e é tão difícil usar o que foi dito para sermos pessoas melhores, né?

Essas duas histórias curtas são de pessoas diferentes, mas são parecidas porque que estavam SEMPRE na minha vida à disposição pra tudo. Ambas eu chamei de mana por muito tempo, porque elas simplesmente significam muito pra mim. E é tão raro ter alguém pra se chamar de irmão…

Outra é uma superamiga minha, que eu amo, considero e quero levar no coração pra todo sempre, mas que eu ODIAVA ela antes de conhecer. E aceita-la na minha vida foi tão difícil quanto a inútil tentativa de afasta-la, porque eu simplesmente amo ela demais. E agradeço por me conhecer tão bem e continuar sendo minha amiga. Aliás, ela me indicou uma música essa semana, por favor escutem depois: Bruno Mars – Count On Me

Logo eu, tão amorzinho, coloquei o coração na gaiola e fui viver!

No fim das contas –vou ser sincera- Pode ser que eu esteja escrevendo isso só pra me sentir um ser humano melhor. Que seja! Mas um ser humano melhor que reconhece que falhou, ainda falha, e pode errar pra caramba. No entanto quer muito voltar com as amigas e amigos que deixou pra trás, seja lá por qual motivo for.

Se resolvi escrever esse texto foi porque tive uma luz: Guardar mágoa num potinho chamado coração só traz dor pra vida, porque o potinho não é compatível com coisas ruins.

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E por fim preciso dizer que detesto conviver com a falta que aquelas amizades e parcerias fazem. Não suporto o vazio que ficou no peito no lugar que sempre vai ser dessas pessoas. Não aguento essa vontade de nunca mais ver aquela pessoa na vida, misturada com o desejo de encontrar ela por aí e poder falar abertamente sobre tudo (como antes), marcar um café, iniciar um projeto fitness e não dar continuidade, ou assistir um filme comendo muita besteira.

NÃO PODER fazer isso dói. Não saber como fazer isso dói. Mas se você tem um ex amigo ou uma ex amiga e quer pedir pra voltar, seja lá qual for o motivo, arrisque! Mande esse texto se for preciso, reconheça que errou, perdoe o que foi dito, nem que seja apenas pra seguirem em frente sem o peso disso. Pelo menos tentem.
(E vocês migas e migos, me perdoam também?)

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