Fugir do que você realmente é não é uma opção

Fugir do que você realmente é não é uma opção

Eu odiava ser a diferente, odiava ser aquela que discordava de tudo. Eu só queria mudar, sei lá. Queria parecer normal, sem ter que carregar comigo os olhares tortos que me seguiam a cada esquina que eu virava.

Então em uma manhã triste e solitária dessas que você só quer continuar na cama contando para o teto sobre todas suas dificuldades… Eu resolvi mudar meu jeito ogro de ser.

Deixei de lado minha sinceridade exagerada e tranquei o “eu mesma” em uma gaveta velha e escondida. Junto com muitas outras porcarias inutilizáveis.

Tentei trocar minhas roupas, sair com outras pessoas

Tentei ficar quieta cada vez que eu pensava diferente. Deus! Que soco na cara eu levava a cada tentativa falha de mudar. Eu tentei, juro que tentei ser outra pessoa.
Tentei ser menos eu. Embaixo do chuveiro eu já não cantava mais e quem me via na rua até achava que eu era um pouco normal, mas por dentro, ah…
Por dentro eu estava uma completa bagunça, tentei, mas não deu, não seria eu.

Não dá para você simplesmente escolher uma fantasia todos os dias

Não tem como você simplesmente atuar ser alguém que não é, apenas para que as pessoas ao seu redor gostem de você. Bom, talvez até dê, mas não vale a pena. Acredite em mim, eu sei, não vale a pena ser qualquer outra pessoa além de você mesmo.

Eu passei tanto tempo querendo que me entendessem, mas não conseguia nem mesmo me explicar. Dava voltas e voltas igual a um cachorro que procura um lugar mais confortável para dormir e nunca acha.

Mas verdade é que, eu só queria que alguém, apenas uma pessoa no mundo que entendesse que não se pode ser outra pessoa mesmo não gostando de ser quem se é.

Por mais adulta que eu pareça as vezes eu me sinto uma criança que se afoga nas próprias lágrimas que nunca chorei, mas deveria ter chorado.

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Tags : Carol ParisSer quem se é