Mamãe, comodismo não é felicidade

Hey, Mãe! Hey, Mãe! Dessa vez eu comi antes de escrever, estou farta… Entenda, mãe, eu fui mais distante do que esperava, mas ainda falta muito para eu ser quem eu quero ser. Ir além do que eu sou.

Não estou viajando!

Quero manter meus pés no chão enquanto eu puder, mas como qualquer louco pelos céus, já já eu estarei me camuflando de estrelas. Há tanto eu não preciso de ajuda pra me limpar, mas preciso de ajuda pra me cuidar. Há tanto eu tento ser amiga e conselheira como nenhuma outra é. Comodismo não é felicidade, mamãe…

Há tanto eu cuido de ti para que não precise de mais ninguém.. Mas se precisar, eu entendo, mamãe. A vida tem dessas coisas. Eu sou a melhor em ser quem eu sou. Se fosse menos, não seria nada.

Mamãe, mudei certezas de lugar e continuo a mudança. Já reparou que acho um saco manter as coisas? “Por isso você não dá certo com ninguém”. Talvez ele estivesse certo, mãe. Acho que eu sou demais pra gente de menos. Por isso só dou certo comigo.

Cabelo na venta, mesquinha, grosseira, fria…

Tenho um ponto de cada defeito na minha vida. Quem é que não tem, mamãe? Mas me diz se a senhora encontrou alguém mais fiel do que eu? Quem se entrega de corpo e alma, deixa o depois pra depois mesmo sabendo que vem acompanhado de dor sempre? Muito prazer, mamãe. Eu sou passarinho mesmo, minha musa.

Preciso de espaço, de tempo, de calor. (Como não entendo Física?) Não preciso que me obriguem a cantar. Não quero. Quero só voar, bater asas, aprender que a gente nasce sozinho e morre assim.

Depois de desatado o cordão umbilical, eu sou um só. Não queria, mas sou. Queria viver pra sempre em teu ventre, protegida das maldade, acalentada, afogada de amor, sem maldades, sem obrigações.. Queria ser criança de novo e de novo. E quando cansada, que fosse mais criança ainda. O peso da idade me pegou. Prefiro os extremos. Essa metade de vida me intriga, pois nem sei se estou na metade, perto do fim ou se isso é um começo.

Preferia ter 60 anos ou 6.

Perto do início ou perto do fim, entende? As metades dos livros normalmente são entediante, mas já que estou aqui, quero mais é viver mais. Quero ser o que ninguém foi, chegar aonde ninguém chegou. Queria de novo que o meu maior desejo fosse um carrinho de controle remoto que nunca tive. Que fosse ser loira naturalmente. Crianças… Saudades de ser. Saudades de ter minha roupa escolhida, minhas meias compridas e pouco dever pra fazer. Arrumar a lancheira era muito mais divertido do que arrumar as malas. Preciso ir.

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Sempre digo que me sinto num anúncio de Jornal quando tenho que me descrever. "Karen, 21 anos, seios médios, faço tudo.." Isso é bem difícil. Futura Delegada Federal. Para garantir, vou ser escritora também, né?! Só assim vou poder ser tudo o que eu quiser ser! Bom.. Amo o amor, amo o Cazuza (MAIS QUE A MIM), amo o exagero de ser simples.. Me leiam e me interpretem da maneira que preferirem, mas tirem algo bom de tudo. É assim que eu levo a minha vida. Felicidade.