Mesmo que não venha mais ninguém

Mesmo que não venha mais ninguém

Hoje eu quero uma dose de nós dois e nada mais. Uma dose não, uma garrafa inteira! Quero dançar ao redor do nosso mundo, me concentrar nas ondas verdes dos teus olhos e nadar entre os nossos sonhos, repletos de vontades tão similares que hoje já nem sei quais são as minhas.

Vamos esquecer o que se passa lá fora e se fechar em nossa saborosa rotina de jogos de videogame valendo massagem. Nas series de ficção-cientifica, conversas fora de órbita e esculturas de barba. Eu posso até fazer aquela sobremesa que você tanto ama, aquela com bombom ouro branco e chocolate meio amargo sabe? Mas pra isso tem que rolar o nosso ritual, eu cozinho e você toca violão pra dar musicalidade a nossa receita, uma troca sempre justa.

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Sabe aquela sensação deliciosa de chegar em casa cansado de um sábado à noite e se entrelaçar? Quero essa sensação o final de semana inteiro, já vou até colocar o colchão no chão da sala com aquelas tantas almofadas pra deixar o nosso cantinho pronto. E ali eu quero ficar com você, não vou sair mais até chegar segunda-feira.

Somos partes inteiras

Eu gosto de poder fazer o que eu quiser quando você me olha daquele jeito. Não tem ninguém em casa, aqui é nosso, então vem. Vamos dançar o nosso passo em cada nota diferente, disso a gente entende tão bem. E tudo do jeito e da altura que a gente quiser. Por dentro dessas paredes somos livres, somos poderosos, somos por inteiro um do outro.

E a gente nem sabe mais onde começa eu ou quando termina você. Cada parte importa em nossa unidade, cada frase feita, cada opinião contrária, cada ataque de riso. São histórias sem fim escritas por duas caligrafias distintas, elas se unem e são mutáveis, são fortes e relacionadas pela verdade do amor.

Depois de eu me fechar só em você, manhã quem sabe a gente pode sair por aí

Vamos levar o violão pra praça, parodiar músicas cafonas e resgatar clássicos da dupla Sandy e Junior. E depois de cansar de cantar a gente pode fotografar, testar nossos equipamentos novos, aprender juntos e descobrir novos meios de registrar o que a gente vê, do nosso jeito tão peculiar.

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Mas hoje eu torço que não venha mais ninguém, quero ficar só eu e você. Vou colocar o celular em modo avião, fechar as cortinas, desligar a campainha e entrar em nosso universo particular, cheio de magia, música, alienígenas, arte e comida boa. Mesmo que não venha mais ninguém, vem comigo! Deixa lá na porta os problemas dessa vida tão corrida e mergulha em mim! Você sabe o quanto a gente se diverte quando a chave vira pra direita.

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