O prazer de se deixar levar

E aquele chamado continua martelando os pensamentos. É como um calor que te consome junto aos sonhos e vontades que te cercam desde criança.

A angustia de arriscar permanece por segundos e se vai, carregada pela crença de que o certo é manter o pé no chão. Por dias essa vontade passa, mas algo continua fora do lugar.  Falta tempo? Não, falta coragem.

São projetos engavetados, viagens deixadas de lado e romances mal resolvidos. Vontades e mais vontades afundadas em um mar medroso, que não aceita novidades sem cálculo.

E você sabe, no fundo você sabe, que não é nem a falta de dinheiro. Porque muitas dessas vontades não exigem grandes contas bancárias. Mas é a cisma de que o fracasso não pode bater na sua porta que te paralisa. É o prazer de se deixar levar…

Você vai querer ler: Eu não sou obrigada!

E assim, você passa a apreciar a inestimável perda do que poderia ter sido

Se entrelaça nas probabilidades da vida e passa a amar o “e se” mais do que o agora. Mas, uma coisa eu posso te afirmar com toda certeza é: você quem precisa dar o primeiro passo para que seus devaneios deixem de ser imaginativos.

E se existe vida fora ou depois desse mundo eu não sei, mas a oportunidade de viver neste tempo, neste corpo composto por suas aspirações atuais é única. É preferível falhar, cair e levantar, chorar noites sem fim, mas ao menos tentar. O que fazer da liberdade se não sua própria bússola? Carregada das suas verdades e desejos mais íntimos?

Seus dias podem ser sonhos cheios de cores, cheios de descobertas que só podem chegar até você se o temor não acompanhar o seu andar. Então entra de cabeça, acredita na sorte, se joga na vida e não tenha medo, porque o tempo, o tempo não para.

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário