Não é justo odiar o próprio corpo

Não é justo odiar o próprio corpo

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Eu sempre tentei dizer pra mim mesma que o importante era ter saúde. Que estava tudo bem se eu não tivesse colesterol, alterações de pressão, e dores no corpo. Mas a verdade é que na maior parte dos meus anos de vida, odiei viver no meu corpo. E não é justo odiar o próprio corpo.

Confesso que todo esse movimento de empoderamento me ajuda a perceber que não sou só corpo, e me ensina a amar (de verdade) as coisas preciosas que tenho e que sou. Eu me fortaleço mais a cada dia, e juro, alguns comentários começam -pouco a pouco- a se tornar irrelevantes.

Mas não posso dizer que não dói ter que provar números grandes, ter que usar o que vendem nas lojas, ter que comprar o que “der” porque nem sempre a modinha veste meu número, ou fica “bem” em mim.

Cansei de me colocar em um lugar inferior porque existe um padrão a ser mantido. Estou farta de ouvir pedidos para que eu TENTE emagrecer, para que eu pelo menos use roupas que FAVOREÇAM meu corpo (e nem sempre o meu gosto e conforto). Ou ainda, tentar fazer uma maquiagem que afine mais o rosto, etc.

Foi quando eu percebi que essas coisas me afetavam porque temos uma construção, um culto aos corpos magros, aos corpos sarados, e ao típico corpo violão. Eu involuntariamente nasci escutando que aquele era o jeito certo de SER.

Cresci entendendo o quanto eu não me encaixo, o quanto eu não pertenço se não for aquela mulher de com estereótipo de “corpo bonito”.

Afinal o que é beleza? Bonito mesmo é o sorriso que eu carrego por minhas conquistas diárias, bonito mesmo é o brilho no olhar de quem tem conteúdo, de quem sabe que pode sempre ir além.

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E isso não é desculpa de quem não consegue emagrecer

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É apenas a certeza que não posso DEPENDER da magreza para ser feliz. Isso que estou dizendo faz parte da convicção de que posso chegar aonde eu quiser, independente do formato do meu corpo. Porque enquanto eu viver, continuarei perseguindo os meus sonhos e acreditando em mim.

Vou esperar ficar magra para ter coragem de convidar alguém pra sair? Para beijar alguém na balada? Para me sentir pertencente a uma sociedade carregada de preconceitos bobos?

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NÃO! Simplesmente porque eu não preciso de permissões para pertencer. E se em algum momento ou situação eu precisar de uma autorização para ser aceita e não me aceitarem por causa do meu peso, eu ficarei feliz. Com certeza não é com essas pessoas que eu quero trabalhar, ficar, ser amiga, conviver.

Se quiserem perder o melhor de mim, tudo bem. Ainda sim, eu existo e continuo fazendo acontecer. E quando eu olhar no meu espelho outra vez, não vou me odiar! Vou olhar bem pra mim e sentir orgulho de quem eu sou por completo. Vou olhar para o espelho como qualquer pessoa faz, ver se me sinto bem e deu! Vou seguir em frente.

Vou encarrar os olhares com um sorriso

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E espero transmitir algo de bom para as pessoas ao meu redor. Espero contagiar as pessoas com o que eu tenho de mais precioso na minha alma, a minha felicidade.

Ninguém precisa te dizer o que fazer. Nem como você tem que ser. Não escute essas pessoas. Não tente nada se não quiser, e se quiser corra atrás dos seus sonhos e desejos. O importante é que você se sinta bem no corpo que você mora.

Por favor, levante a sua cabeça por onde for passar. E não leve em conta o que as pessoas falarem para te machucar. Acredite, você é mais! E tem uma força incrível para dar continuidade a um movimento de pessoas que se amam a cima de qualquer coisa.

Esse saber quem você é, e AMAR aquilo que você é, continua sendo a chave para que comentários e olhares não te atinjam de forma negativa. Amar a si mesmo é o segredo para relevar o pensamento de algumas pessoas, e até ajuda-las a entender o quanto é estupida essa preocupação com o corpo do outro.

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Quando você se AMA, os comentários não te afetam mais, o olhar torto se torna indiferente. Inclusive, isso te da controle e paciência para conversar com as pessoas sobre isso. Amor próprio te da controle de tudo, na vida e no prato. É a partir disso que você fará suas melhores escolhas.

Dê o primeiro passo para jogar a ansiedade pra fora: AME A SI MESMA!

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