Nós fizemos um vídeo sobre esse tema, lá no canal do Entre Cabelos e Barba no YouTube, confere e já se inscreve :). Agora confira abaixo o texto:

Normal que em alguns momentos da vida estejamos mais perto de uns e mais afastados de outros. Mas amigos são sempre amigos, pelo menos pra mim.

Nunca vou esquecer daquela colega de trabalho que sabia de tudo que acontecia na minha vida e vice-versa. Dos colegas da escola que me deram colo e boas histórias pra contar. Ou do cara que viajou doze horas do nosso lado e que ganhou o meu coração só por ser quem ele é.

Confesso que tenho um ponto fraco: eu me apaixono pelas pessoas instantaneamente

Sempre digo que é isso ou eu nunca vou conseguir gostar da pessoa. O que é mentira, porque pessoas que eu não gostei de primeira são muito importantes na minha vida.

O triste é saber que muitas dessas pessoas que conquistaram um lugar no meu coração e na minha vida não se importam com isso.

E a culpa não é delas obviamente. A tola sentimental sou eu. Admito que supervalorizo as relações que estabeleço. Mas nem pra cumprimentar com a cabeça no supermercado!?

É eu sofro com essas coisas porque sei que alguns se afastaram por minhas ideias e ideais terem mudado.

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Alguns dizem em tom de lamento: Você não parece a mesma…

Sim!! É porque realmente não sou. E que bom que eu mudei. Fico tão feliz por ter escolhido a oportunidade de abraçar algumas lutas, de falar mais por mim mesma e me colocar no mundo como sou.

No fim quem lamenta sou eu, por sentir algo sincero por algumas pessoas que fingem estar no celular quando me encontrar de surpresa. E por querer falar pra elas que nada mudou aqui sobre amizade. Que amigos são para sempre independente da religião, das ideias e lutas que defende.

Afinal, amizade é mais parceria, sentimento e boas histórias, do que posicionamento social e opinião divergente.

Os amigos que perdi não entendem isso

O que quero dizer é que questionar a religião, os moldes da sociedade e achar que estamos longe de um mundo ideal, não fecha o portão da minha casa para quem não pensa igual a mim.

E que agora, além do cachorro quente da minha mãe eu posso oferecer o que eu preparo, um macarrão, um risoto, um brigadeiro de panela que não queima mais, e a minha amizade. Que precisa ser mais forte do que um vídeo meu defendendo o lugar da mulher na sociedade e os direitos LGBT ou coisas que não tem nada a ver com você.

Mesmo que não existam mil mensagens, visitas e pequenas novidades do dia-a-dia conectando umas as outras, a amizade não morre e não vira a cara por aí. O que importa e “tem a ver” é a amizade, os momentos lindos que um dia vivemos e que não serão apagados.

Aos amigos que perdi por pensar diferente, de certa forma, muito obrigada.

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Sou psicóloga, escritora e produtora de conteúdo para internet. Mas também gosto de maquiagem, de séries, de cozinhar para os amigos, de cuidar dos gatineos, de amar as pessoas como se não houvesse amanhã e que claro, volta e meia guardar uns ranço porque ninguém é de ferro! Se você leu algum texto meu, por favor, expresse sua opinião nos comentários. Vou adorar o seu feedback!