Por que amamos pessoas intensas? (e você também deveria)

Pessoas intensas são raras, elas são loucas, elas são feitas de faíscas. Puras sensações, puros sentimentos, anseiam pelo direito de manifestarem a si mesmas.

São pó de constelações, são mente, mas também são carne e coração. Sangue vermelho vivo corre por suas veias, carregando êxtase, adrenalina e tesão. Gostam de ser assim porque sentem a humanidade na pele. Assim veem os eu líricos interiores florescerem todos os dias quando acordam.

Há quem diga que é melhor evitar decepções, há quem veja vantagens na geração desapego. Mas felizmente, há quem muito desgosta dessa competição de quem sente menos.

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Pessoas intensas carregam algumas decepções

Preferem ser calor e carregar algumas decepções a serem frieza e nada carregarem

Estão sempre despindo a alma por entre palavras e sempre a caça de quem faça o mesmo. Não temem a sensação de estarem nuas. Elas são nuas, quase cruas, e não gostam de filtro nos pensamentos, nos olhares ou no desejo.

Acumulam emoções no corpo, acumulam paixões no peito, mas não deixam as vontades acumularem. Preferem o calor que permite o amor acontecer em uma semana, o encanto com pequenos detalhes, a entrega de corpo e alma.

Gente quente olha nos olhos e enxerga todos os traços e cores, universos e flores, e veem estrelas cadentes cair. Gente quente fala sobre sexo, viagens e sonhos no primeiro encontro. Gente quente funde a alma, a mente e o coração. Gente quente é uma loucura linda de se ver e sentir.

Um dia perguntei à uma amiga o porquê de tanta quentura e ela foi sucinta e clara: “Porque o calor não me cala o peito!”  Foi o suficiente para me convencer a me tornar um desses loucos feitos de faíscas.

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Compreendi que o calor deixa falar, enquanto a frieza encobre por inteiro

Quando se está aquecido, a gente sai da cama, a gente vai para rua, a gente faz o que quer, e o frio só nos atrai para o conforto de uma cama e de um cobertor. O calor dilata e o frio só contrai. E afinal, eu quero o meu ser sempre se dilatando.

Haverá os que não sabem apreciar todo esse calor, os que são frios demais para minha ardência e os que têm medo de se queimar ao me tocar. Eles hão de me decepcionar. Entretanto, decepção alguma é capaz de tirar a beleza de uma vida bem desfrutada.

Ser calor é valer-se da vida pela intensidade, é viver mais do que existir, é a agitação de uma essência bagunçada e rica. No fim das contas, como já cantavam os Beatles, tolos são aqueles que vivem tranquilos deixando o próprio mundo um pouco mais frio. Amamos pessoas intensas porque elas aquecem nos aquecem.

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