Quando ela vem sem calcinha

 Quando ela vem sem calcinha

É noite, não importa que dia seja da semana. Aliás, não é dia, não mais. A noite chegou e estou na cama. No player algumas músicas depressivas, outras mais alegres.

Leio sem pressa, o dia foi longo. Sempre são dias longos no verão, nas minhas férias. Mesmo no inverno eles têm sua benéfica longevidade. Em todos esses anos de namoro, de família, de trabalho, aprendia a curtir cada momento, cada hora do dia, seja uma hora boa ou ruim.

A juventude reina na casa dos trinta e avança pelos “enta” lentamente.

Quando ela vem sem calcinha

Não temos mais aquele pique dos dezoito, mas temos mais qualidade. Admiramos cada gordurinha nova em nossos corpos, cada tímido fio de cabelo ou de barba que embranquece em silêncio. Meus discos da Legião não precisam rodar no último volume para todos ouvirem.

Ainda curtimos Pink Floyd como se fosse n’algum baile de quinze anos atrás. Éramos loucos apaixonados que aproveitavam cada canto para acender ainda mais o desejo que tínhamos um pelo outro. Como adolescentes incendiários, ardíamos pelas vielas da nossa pequena cidade. A noite era nossa, a lua e as estrelas eram nossas voyeurs. Abençoados por sua luz nos queimávamos nas sombras.

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Línguas e mãos e beijos e um ritmo adoidado de amor no atrito de nossos corpos.

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Nos amávamos no ardor de um desejo sempre maior!

Casamos.
Mudamos.
Responsabilidades.
Família.
Contas.
Dinheiro.
Falta.
Problemas.
Sufoco.
Mais amor.

Superação a cada conflito. A cada conflito mais desejo. Hoje eu a olho, ela me ouve. Sempre digo como a amo sempre e cada vez mais. Sempre. O sempre é sempre hoje e pode ser nunca mais. Por isso digo que amo. Sempre. E sempre aumenta meu desejo, ela me compreende. Me preenche e não a decepciono. Anos passaram, anos passam, passamos juntos.

Seu corpo mudou, amadureceu e assim sou eu para ela. Desejo mais ainda que antes, pois hoje sei tanto quanto ela que nossa qualidade de amar é muito maior que amor em quantidade.

Continuo lendo na cama quando ela chega. As crianças já estão dormindo, ela me diz. Nem precisava me dizer, seus olhos a entregam. Ela sorri e morde os lábios puxando o cobertor para fora da cama. O incêndio da nossa juventude continua a queimar.

Amo-a sempre e cada vez mais. Sempre. Ela me enlouquece e sabe como mexer comigo.

Quando ela vem sem calcinha

Meus olhos entregavam meu cansaço, ela sabia. Porém, não dá pra resistir. Quando um quer, os dois aceitam. E aí eu explodo, mesmo que às vezes começamos devagarinho e terminamos entre gemidos alucinados do nosso amor. Às vezes nem importa o pijama, o shortinho curto ou a calcinha. Nada disso importa quando as luzes estão apagadas.

Hoje as luzes estavam acesas, ela não apagou. Hoje. É.

É quando ela vem sem calcinha, sem pudor, com desejo. Meus olhos a lambem como a adolescente que foi comigo e nos entregamos ao gozo de amar-nos como sempre…

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