Quem se amou de verdade se separa sem se odiar

Vocês iniciaram juntos um projeto fitness, com direito a dieta e caminhada pelo bairro (pelo menos uma vez) durante o verão. Fizeram compras juntos no supermercado para aquela janta especial, se abraçaram no frio vendo filme e comendo pipoca. E se perdoaram depois de uma briga boba, provando que o amor estava ali, entrelaçando vocês nas pequenas coisas, sempre.

Todo mundo se apega nesses detalhes bonitos quando tudo está bom. A gente pensa nos dias de sol, onde tudo ficava mais claro, e aquela pessoa era realmente tudo que sempre sonhamos. É uma pena que –por mais que a gente se esforce– as vezes só conseguimos lembrar de coisas ruins que passamos ao lado daquela pessoa.

Me parece injusto que a gente tenha que sair de um relacionamento necessariamente odiando o (a) ex. Como se para se desapegar fosse estritamente necessário fingir que aquilo nunca aconteceu. Claro que entendo que precisamos de um tempo para seguir em frente sem aquela rotina em par, e as vezes se afastar um pouco é realmente necessário e saudável.

Então mesmo que a companhia faça falta, nesse momento, sabemos que precisamos seguir em frente. Mas hora ou outra nos pegamos com o telefone na mão, pronto para mandar uma mensagem só para saber se está tudo bem. E sabe, não tem problema nenhum você se preocupar com uma pessoa que você amou tanto. O problema mesmo é sair de um relacionamento onde várias coisas boas foram vividas e olhar para trás como se aquilo tivesse sido o pior acontecimento da sua vida. E você sabe que não foi, pelo menos não o tempo inteiro.

Ninguém está dizendo que vocês precisam virar melhores amigos

Não precisam virar best friends forever e contar tudo um para o outro. Apenas não deem lugar ao ódio. Deixem a raiva passar, chorem, desabafem, se afastem! Mas não deixem que tudo de bom que vocês viveram se resuma a magoa, ódio e dor.

Compreendam que finais fazem parte da vida, que ela por si só já tem um final garantido. Então deixe o tempo ajudar no processo de cura. E fique com as coisas boas que vocês viveram.

Se foi a pessoa que quis partir, respeite isso. Se foi ela que te faltou com respeito, abra mão do que está te fazendo sofrer, ou então sentem e tentem resolver do modo de vocês. Mas odiar não, ambos os lados perdem.

Você consegue se ver passando por uma pessoa com quem já teve uma história (seja lá quanto tempo tenha durado) e simplesmente fingir que aquela pessoa não existe? Ou talvez deixar de frequentar lugares onde eu sei que a pessoa vai estar? As vezes dá vontade, né? Mas só fazemos isso pra não lembrar do quão dolorido foi ter que deixar aquele amor partir.

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E mesmo que você não esteja passando por isso é possível que nesse momento esteja se lembrando de uma pessoa que foi boa para você por muito tempo, até deixar de ser. E talvez você se veja esbarrando nessa pessoa por aí e ela seja apenas um estranho que você já amou, e esse momento possa ser encarrado de uma maneira leve.

Talvez essa pessoa realmente se resuma em “um estranho que eu já amei”, mas mesmo assim vocês tiveram uma história juntos, e o mínimo de respeito é o que ambos devem aos momentos bons.

Pode ser que um tenha vergonha do que fez e o outro ainda carregue dentro de si aquelas coisas que não puderam ser perdoadas. Tudo isso pesa os músculos da face na hora de tentar abrir um sorriso que talvez a gente queria dar.

Ah, mas você está pedindo demais!

conversando com o ex

Isso é muito bonito no papel, mas na verdade não funciona. Ei, pera aí gente. Vamos pensar sobre o assunto!? Refletir nos leva a tomar melhores decisões e nos prepara para os acontecimentos. Pense sobre essas coisas, assuma o controle das suas emoções e deixe mais leve esse fardo de expectativas.

No fim das contas, o que importa é o que a gente sente com tudo aquilo que passou. Se fica ódio e mágoa, pior pra gente. É o nosso coração que sofre, são as nossas emoções que nos adoecem. Por isso deixe ir o amor sem dar lugar ao ódio, porque você também não merece sentir isso.

Tem certas coisas que a gente precisa de maturidade emocional pra compreender. E isso não quer dizer racionalizar tudo. Mas pensar sobre como e porque sentimos certas coisas pode nos ajudar a simplesmente viver uma vida mais leve. Se questione, e se permita viver com mais qualidade!

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Sou psicóloga, escritora e produtora de conteúdo para internet. Mas também gosto de maquiagem, de séries, de cozinhar para os amigos, de cuidar dos gatineos, de amar as pessoas como se não houvesse amanhã e que claro, volta e meia guardar uns ranço porque ninguém é de ferro!
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