Quero dividir mais que o fone de ouvido com você

Não vou mentir e dizer, entre as coisas que eu guardo aqui dentro da minha cabeça, que todas as playlists que ouvi contigo foram as minhas favoritas. Colocaram minhas músicas preferidas para tocar. Ou, no fim das contas fizeram com que eu tivesse vontade de cantar e de dançar cada um desses solos de guitarra, batidas energizantes ou ritmos que tomam conta do corpo da gente.

O problema, foi que, ao dividir o fone de ouvido contigo a primeira vez, eu percebi que nenhum Renato Russo, Humberto Gessinger ou Cazuza, seriam tão exatos ao comporem uma música, como foi o destino ao escrever você. E te colocar entre a sintonia de harpas e violões e de outros instrumentos . Destes em que corremos os dedos e nos damos por conta que a música que ecoa. Entra através do ouvido e vai direto e reto ao coração, ao sentimento, ao ponto que nos arrepia.

O problema foi justamente esse

Quando “Linda, louca e mimada” tocou no meu ouvido direito, eu queria te ver como a personagem daquela música. E olha, eu nem vou muito com a cara do tal do Rashid, minha levada é totalmente outra. Mas eu queria que você quisesse viajar, só isso. Viajar e cruzar fronteiras. Sair do chão, decolar, se desprender e conhecer lugares novos e, no fim, eu queria estar junto.

Eu queria ser a palheta que toca suas cordas. Ou as malas que saem por aí e se sentiriam perdidas caso você ficasse longe. Queria estar em cada café, em cada cerveja, em cada boteco, em cada sorriso, em cada passo.

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E em cada momento que saberíamos que ficaria eternizado quando voltássemos para casa sem medo, sem muito para se preocupar e com a rotina para tocar. Com o Jornal Nacional passando na televisão e nós dois inventando alguma coisa na cozinha, com um estouro em meio ao silêncio das facas cortando a salada: Amor, me dá um beijo?

Eu dou.  Eu beijo. Eu realizo tudo o que pudermos sonhar. Você sabe muito bem o que eu quero.  Eu só quero viajar.

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