Ela aprendeu a se dar o respeito

Ela aprendeu a se dar o respeito

Ela aprendeu a se dar o respeito. Aprendeu a respeitar os próprios anseios. A respeitar o sentimentalismo e chorar as lágrimas que ardiam os olhos. Aceitou seus gostos e desgostos, os prazeres e desprazeres. O apreço pelo batom vermelho e vestido curto, e pelas camisetas com calças jeans.

Entendeu que não é obrigada a agradar a todos e se agradar com tudo. E a partir daí, respeitou aquele lado que julgavam conservador e também a boemia da qual ela gosta.

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Livrou-se do peso de ser alguém aos olhos dos outros

Se descobriu, se permitiu, se perdoou

“É um mundo frio e poucos estão com você para além do verão” lhe disseram. E ela percebeu que deveria ser seu próprio calor.

Se deu conta da forma linda que tem. Se montou e remontou nos próprios moldes e não em qualquer estereótipo. Aprendeu que não tem que se encaixar. Porque o que se encaixa são peças e ela é um quebra cabeça inteiro.

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Respirou fundo naquela noite de sexta-feira em que tudo parecia desabar. Saiu no vento, na chuva e no sol. Levantou-se do chão e sorriu.

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Em uma terça-feira de manhã chuvosa, tocou sua música preferida. Aquela que conta a história de um escritor apaixonado que se vê consciente de que o amor não vai dar certo e clama que, para amar, deve ter a paciência que as estrelas têm para brilhar. A mesma que vez ou outra a faz chorar.

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No meio de uma semana atormentada, ela se perdeu no próprio balanço e foi com os devaneios que vierem buscá-la. Deixou todos os afazeres para o amanhã.

Com a taça de vinho na mão, ela cantou tão alto que seu peito mal reconhecia tamanhas vibrações.

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Assimilou seu próprio encanto e por ele se deixou levar

Numa tarde de domingo, em uma sala de cinema onde havia ela, sua pipoca e mais dois casais, ela deixou a leveza das piadas da comédia romântica dominá-la. Soltou a gargalhada escandalosa que soprava para fora toda a agonia de um amor não correspondido.

Não era loucura. Quero dizer, não era apenas loucura. Era ela interiorizando aquele cliché de que não precisa de ninguém além dela mesma para ser feliz. Era ela se dando o respeito.


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