Sincronicidade: os olhos falam, a quem consegue escutar

Sabe aquela pessoa que parece que você conhece há séculos mas acabou de conhecer? Ou aquela situação que acontece ao mesmo tempo conosco e com alguém muito próximo? Isto tudo pode estar acontecendo devido ao sincronismo, agora também conhecido como sincronicidade.

Carl Jung citava que todo o universo está interligado por um tipo de vibração em duas dimensões, uma física e uma psíquica. Em um tipo de sincronia que faz com que certos tipos de eventos isolados parecerem repetitivos em perspectivas diferentes.

Exemplos simples e pequenos da influência da sincronicidade na nossa vida

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Entendemos que a sincronicidade é algo como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos. E que devido ao distanciamento habitual das pessoas com a influência inconsciente da vida, só é percebida quando há uma presença de afetividade, uma sensibilidade aos estímulos sensoriais.

Portanto, é quando estamos em maior contato com nossas emoções que podemos compreender melhor toda a sincronia que ocorre em nossas vidas.

Nossa existência é repleta de sincronismo. Normalmente isso passa sem a nossa percepção. Até que aconteça algo importante, marcante, um fato ou algo com alguém que seja importante e nos faça prestar atenção, que seja carregado de afeto. Neste momento é como que se um véu fosse retirado dos nossos olhos.

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Pense quantas vezes sentiu algo que estaria acontecendo com alguém importante e depois veio a saber que o fato ocorreu. Ou quantas vezes pensava em alguém e esta pessoa apareceu.

Interessante que quando iniciamos a prestar atenção e a compreender o efeito da sincronia. Iniciamos a perceber uma outra força, igualmente forte, a reciprocidade.

Descobrimos que quando estamos em sincronia é possível uma correspondência mutua real em nossos relacionamentos, em nossa vida. Não apenas nos relacionamentos afetivos, mas em todos. Lembre, é necessária a presença da afetividade. Portanto, nada mais lógico que quando estamos repletos de afeto, estamos mais abertos a compreensão e a ação de ambos os aspectos.

Pessoas com um relacionamento intenso, não necessariamente relacionamento afetivo, pode ser apenas amizade, tendem a ter uma maior facilidade em compreender ou perceber os efeitos, tanto da sincronicidade como da reciprocidade.

Já escutou falar em conversar com os olhos? Então, é a isto que me refiro. Quando as pessoas estão no ponto de conseguir se comunicar apenas pelo olhar é porque estão perceptivas e conseguem entrar em sincronia com quem se relacionam, os olhos falam a quem consegue os escutar. E é bem assim que funciona.

Não é simples e nem fácil estar aberto assim

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Vivemos em um momento onde escutamos diariamente que não devemos nos arriscar, que não devemos confiar nas pessoas. Então eu pergunto, se não devo confiar nas pessoas, como vou conhecer realmente, profundamente, alguém? E assim criamos apenas relacionamentos superficiais. Deixamos o essencial de lado e nos distanciamos da possibilidade de criarmos relacionamentos, amizades, mais profundas.

Outro ponto bastante importante é que para poder ter um bom relacionamento, de amizade, profissional ou amoroso, é preciso um auto conhecimento prévio.

Primeiro precisamos nos conhecer profundamente para poder então estar abertos por completo e permitirmos que possam se aproximar por completo também. Caso contrário, ao permanecermos na defensiva, estaremos sempre receptivos aqueles relacionamentos parciais. Visto que também estamos parcialmente ali envolvidos. É simples, para conhecer o outro, preciso me conhecer primeiro.

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Este conhecimento interno é algo trabalhoso

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Vale cada segundo de empenho, mas é um trabalho constante e por vezes pode ser assustador. É preciso desnudar nossos conceitos e preconceitos.

Precisamos nos conhecer e descobrir quem realmente somos, qual a nossa individualidade. E quando conseguimos perceber nosso lugar, a nossa individuação, podemos nos encontrar fora de lugar. Assim iniciamos uma busca pelo local adequado para nós.

Isto quer dizer que ao entender quem eu realmente sou, posso descobrir que estou trilhando um caminho que não vai me levar aonde desfecho chegar em minha vida. E preciso realizar mudanças para me colocar novamente no caminho desejado.

Quando estamos trilhando nosso caminho, quando conseguimos estar unos com a nossa individualização, iniciamos a perceber de forma diferente as coisas a nossa volta. E assim podemos estar abertos, podemos ser mais receptivos ao que o universo tem a nos mandar e a devolver. O que podemos acrescer a outras pessoas, estaremos realmente somando algo. Estaremos realmente vivendo e não mais apenas existindo.

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Paulo de Tarso é gaúcho, nascido no século passado mas com a mente no futuro. É professor universitário, psicólogo e coach. Busca compreender as motivações inconscientes das relações humanas. Autor do blog: www.paulodetarsocoach.com