Somos como o vinho

Mais perto dos trinta do que dos vinte, a transição assusta e te invade. Ela te cerca em meio a uma roda gigante de pensamentos. Que giram no alto a fim de te mostrar o quanto de vida já passou. São pensamentos reflexivos cheios de nostalgia. Que te pegam desprevenida e fazem da infância, da adolescência e da juventude um caminho de descobertas que te trouxeram até aqui.

Você passa a reparar que a frase “no meu tempo” aparece de forma constante. E que as conversas com os seus amigos mais antigos sempre acabam nas lembranças aventureiras. A energia começa a desacelerar, a visão de mundo é outra e aí surge a sensação de que você realmente cresceu, sensação essa que se revela de forma incrivelmente interessante.

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Pela primeira vez, paramos para analisar quem somos e se estamos no caminho certo, digo o certo como base daquilo que sonhei quando criança, quando adolescente. Era aqui que eu queria estar aos meus 25 anos? O que eu vou fazer daqui pra frente? São perguntas muitas vezes sem respostas, mas que te confortam ao expor sua concepção de mundo, que permanecerá hoje e sempre dentro de você.

É momento de se confrontar e de encontrar quem você realmente é.

E quando isso acontece o sentimento é libertador. Você passa a fazer parte de seu próprio Universo. Passa a entender seus atos carregados de personalidade. Dá valor àqueles que te acompanharam até aqui e aprende a respeitar o que te cerca, já que depois de tanto tempo você entendeu que as ondas criadas em simples movimentos podem resultar em reações inesperadas.

Mas nada disso pode te impedir de sonhar. Nem a idade, nem a ideia de manter o pé no chão. Afinal, sempre é tempo de buscar aquilo que você sempre quis. A inteligência e a esperteza crescem e você passa a enxergar tão longe, que a construção de qualquer coisa pode ser ainda mais simples. Então aproveita toda essa experiência e abre as gavetas, já que agora o céu é o limite pra você. E sabe aquela história né? Somos como o vinho, quanto mais tempo de estrada, mais saborosos ficamos.

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E entre sons e cores me transbordo em existir. Me apaixono pelo que sinto, sem medo me entrego a vida. Falo muito, rio alto, quero sempre mais música, mais magia, mais seriados. Me distribuo entre o amor pela fotografia e pelos meus livros. Uma Jornalista em constante mutação, sem medo do mundo e com sede de aprendizado.